© 2023 por Amante de Livros. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • White Facebook Icon
  • White Twitter Icon
  • Branco Ícone Google+
  • Barbosa

Meu Amigo Totoro – RESENHA



Recentemente a Netflix disponibilizou em seu serviço de streaming diversos filmes do tradicional estúdio de animação japonesa fundado por Hayao Miyazaki. A empresa é responsável por diversos clássicos, dentre eles “A Viagem de Chihiro” que foi o vencedor do Oscar de melhor animação em 2003.


“Meu Amigo Totoro” foi lançado em 1988 e fez tanto sucesso que o amigável monstro que dá nome ao filme acabou tornando-se a mascote do estúdio, e um dos personagens mais conhecidos quando se fala em animação japonesa. Nesse filme de apenas 86 minutos acompanhamos as irmãs Satsuki e Mei, de 11 e 4 anos respectivamente, que acabaram de se mudar junto com seu pai Tatsuo, que é professor universitário em Tóquio, para uma área rural no interior do Japão com o objetivo de ficarem mais próximos da mãe que está internada em um hospital da região.


As irmãs são muito próximas e passam os dias explorando a nova casa e os bosques da redondeza, mas conforme vão se adaptando ao novo estilo de vida a pequena Mei se vê solitária, uma vez que Satsuki começa a frequentar a escola local e o pai passa seus dias na universidade. Um dia, após perseguir duas pequenas criaturas que estavam recolhendo sementes próximo da sua casa, ela cai em um buraco e conhece Totoro, uma monstro marrom e dorminhoco do tamanho de um urso, no entanto amigável e fisicamente com características de coelho.


Sempre que as irmãs se sentem solitárias, frustradas ou com medo a criatura surge para confortá-las ou ajuda-las de forma mais direta, no entanto em determinadas situações fica claro que ninguém além de Satsuki e Mei consegue enxergar Totoro ou as demais criaturas da floresta, como o ônibus-gato de doze patas.


“Meu Amigo Totoro” mergulha na imaginação de duas crianças que estão vivendo um momento turbulento e de incertezas mas que encontram conforto e companhia na fantasia, que inclusive é incentivada pelo pai. A animação faz ainda diversas referencias a “Alice no Pais das Maravilhas”, como o buraco do coelho e o gato que aparece e desaparece no ar. Aqui tem, inclusive, a cena solitária na floresta. O filme se trata de um metáfora sobre a solidão das crianças, e apesar de ter uma estrutura simples e ser voltado para o público infantil seu ultimo ato deixa todo público apreensivo.


Nota: 8,0/10,0


Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=92a7Hj0ijLs


8 visualizações1 comentário