• Barbosa

Star Wars: A Ascenção Skywalker [SPOILER] - RESENHA



ATENÇÃO: Essa resenha foi escrita em dezembro de 2019 e por algum motivo, que não lembro, nunca foi publicada. Aproveito minha falta de assunto hoje para apresenta-la a vocês. Divirtam-se.


No final de 2019, antes do mundo ser o que se tornou atualmente, ocorreu a estreia do último filme da mais recente trilogia Star Wars. Esse, que é o nono filme da linha principal, conta o desfecho da família Skywalker. E o resultado final provavelmente dividirá opiniões, como vem acontecendo há mais de 20 anos desde o episódio I.


Sobre os principais personagens:


Ben Solo é o melhor personagem dessa terceira trilogia, ele tem um conflito bem estabelecido e evolui ao longo dos filmes, pelo menos ao longo dos dois primeiros. Especificamente sobre a Ascenção Skywalker gostaria de observar dois pontos: primeiro, o personagem não parece ter assimilado a evolução que experimentou durante o episódio VIII, aqui aquele personagem que aparentemente tinha abandonado os fantasmas do passado e deixado de ser um “aprendiz” volta a se esconder por trás de uma “mascara”, ou uma fantasia. O outro ponto é o fato de ele morrer ao passar sua força vital para a Rey com o objetivo de salvá-la. Foi uma redenção ao custo de sua vida, mas não ajudou na derrota do vilão.


Pouco a falar sobre a Rey, ela consegue fazer as pazes com seu passado e cumpre seu papel na história da guerra civil terminando bem seu arco.


Poe, a exemplo de Ben Solo, regrediu como personagem. Se no filme anterior ele aprende sobre humildade, e que para exercer uma boa liderança deve apresentar um comportamento altruísta, nesse filme ele volta a ser o mesmo personagem irreverente, porem inconsequente do início da trilogia. Ou seja, o personagem involuiu e termina sua jornada da maneira que começou.


Finn não teve qualquer progresso desde que deixou de ser stormtropper. A razão de ser dele é mostrar para a Rey a importância de trabalhar em grupo, objetivo que poderia ser realizado por qualquer outro personagem. Nem sequer conseguiu declarar seus sentimentos para Rey.


Sobre Palpatine é difícil saber até onde a volta dele já estava planejada, ou foi a solução encontrada para contornar os eventos ocorridos no episódio VIII.


Esse nono filme bagunça demais os rumos da história, pois gasta-se muito tempo tentando reverter ou reexplicar os eventos do filme anterior. Então, quando finalmente começa a nova história as informações são jogadas às pressas.


Em resumo Palpatine criou a maior frota da história da galáxia, onde cada destroyer possui um canhão capaz de destruir um planeta. Ele oferece essa frota ao Ben Solo em troca dele matar a Rey. A última esperança da resistência é encontrar um artefato que mostra a localização do planeta onde está a frota de Palpatine. Ben passa o filme perseguindo Rey, não com o objetivo de matá-la, mas sim de convertê-la ao lado negro.


No entanto, trata-se de Star Wars, então tem perseguição de naves, tiroteio contra stormtroopers e luta de sabre, é divertido, mas achei que o filme sofreu com a falta de propósito desta trilogia e talvez por se preocupar muito em agradar os fãs e nem tanto em contar uma história. A direção apela mais do que nunca para os famigerados Fan Service (referencias que só os maiores fãs vão perceber) e para a nostalgia.


Como pontos positivos observei um tom mais sombrio nesse capítulo que nos dois primeiros e os efeitos especiais estão melhores do que nunca.


Nota: 6,5 / 10,0


Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=W0squnw6Jp8

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